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Guia de compras: Nova Iorque (Parte 2)
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Guia de compras: Nova Iorque (Parte 2)

Fotos: Cássio Medici

Dando continuidade ao Guia de compras: Nova Iorque, hoje vou falar sobre o Soho. O bairro ficou conhecido principalmente pela invasão cultural na década de 70. Naquele tempo a maioria dos edifícios eram comerciais e, por isso, tinham bastante espaço livre para montar ateliês. A tradição se mantém até hoje com a diferença de que o bairro é muito valorizado. Comprar hoje um loft ou ateliê na região é para quem pode!

As ruas do bairro podem ser comparadas a Oscar Freire, em São Paulo, guardadas as devidas proporções é claro. O interessante é que rola uma mistura de tipos de loja, indo do high fashion ao streetwear muitas vezes dividindo espaço na mesma rua ou quarteirão.

No próximo quarteirão ficava a The Hundreds e na mesma rua praticamente em frente a DQM. Fui primeiro na DQM e a vitrine estava estampada com o tema e os tênis da coleção Brownstones, feita em homenagem a cultura do Jazz nova-iorquino.

Vans, Vans e mais Vans. A loja é considerada referência dos modelos da marca californiana. Além dos clássicos, conta com grande variedade de edições limitadas e das linhas Syndicate e Vault. Chamaram a atenção os modelos da coleção Croc leather e Old Skool Zip LX (quase levei um). Atendimento foi normal, o staff era gente boa. Comprei três camisetas e um boné six panel.

Cruzando a rua entro na The Hundreds. A loja tem um ambiente mais dark com detalhes em madeira. Araras recheadas, peças de vestuário organizadas em mesas e uma parede com vários bonés. Por lá estava rolando a segunda parte da colab com a adidas Skateboarding. Tinha um Stan Smith Vulc na cor bordô, animal, uma pena que só tinha um par e não era meu tamanho.

Peguei uma camiseta e fui ao caixa. O cara viu meu tênis, o New Balance que tinha comprado no dia anterior, e disse: Nice shoes man! Eu agradeci e falei que tinha comprado no dia anterior e que eles eram mais confortáveis para andar. Ele concordou e perguntou da onde era. Falei que era do Brasil e ele começou a falar que a ex-mulher dele é de Florianópolis, que tinha dois filhos com ela e que a grande maioria dos brasileiros mora em New Jersey. Ele arriscava até um português e falou que amava caipirinha, churrasco e picanha. Ficaríamos horas conversando ali de boa, o cara era muito firmeza. Achei os nova nova-iorquinos muito receptivos, eles gostam de puxar papo e de ajudar também, indo contra o que tinha ouvido antes de ir para lá.

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