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Guia de compras: Nova Ioque (Parte 3)
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Guia de compras: Nova Ioque (Parte 3)

Fotos: Cássio Medici

Como no Soho estão localizadas a maioria das lojas continuo falando sobre mais quatro delas. Chegou a hora de ir até a Stussy. A marca foi precursora do gênero, porém é uma pena que a loja não tenha o destaque merecido.

Camisetas, moletons e jaquetas predominam nas araras e nichos, e uma pequena parte na entrada é destinada aos bonés. Logo que entrei o caixa estava conversando com um amigo e, assim continuou, ignorando totalmente minha presença. Achei bem zuado mas isso é normal em certas lojas como já relatei. Comprei três camisetas por lá.

Não tinha intenção de passar na Adidas mas andando pelo bairro dei de frente com ela e decidi entrar. A seção de tênis estava recheada de ZX Flux, Tubular, Stan Smith e o clássico Superstar. Na parte de vestuário estava rolando a segunda colab com a Neighborhood e na parte de skate a colab com a marca europeia Magenta.

Na mesma seção pirei nos tênis da coleção “Respect Your Roots” dedicada a lendas do skate. Provei o modelo do Kareem Campbell, achei muito foda, mas acabei não levando, não sei porque. Depois rolou um arrependimento mas a vida segue.

A adidas tá dominando por lá, vi muita gente na rua usando os modelos Superstar e Stan Smith. Em um outro dia passando pela Macy’s vi que o Superstar estava em promoção, apenas $35 dólares. Talvez esse seja o motivo de tanta gente estar usando.

Da adidas fui para a BAPE. A vitrine e a loja estavam com o tema comemorativo de 10 anos da loja em Nova Iorque. Logo na entrada uma espécie de arara giratória trazia os modelos de camiseta do aniversário. Para entrar é necessário tocar uma campainha e esperar algum vendedor de lá de dentro abrir para você.

Gosto bastante do conceito da marca mas não faço questão. Sempre fui mais voltado ao skate por isso entrei mais para conhecer. Na parte lateral da loja tem uma escada que leva a um segundo andar onde acontecem festas de lançamento. No sábado daquela semana rolou o lançamento oficial e a festa. A fila estava grande pelas fotos que vi.

Lá rolam peças masculinas, femininas e até de crianças. Vi alguns moletons Shark Full Zip e Bapestas. Os vendedores tem o mesmo naipe, ficam te medindo de cima abaixo e não falam nada, se você quer algo tem que pedir. Camisetas estavam a partir de $99 dólares e os moletons a partir de $300.

Chegava a hora tão esperada por mim, conhecer a Supreme. Desde que conheci a marca pirei nas coleções, na sua história e o no quanto ela representa o skate nova-iorquino. Nesse dia ia rolar o lançamento da colab com a The North Face e nas lojas que visitei vários caras estavam conversando sobre isso. Falei para um deles que não queria pegar fila e nem comprar nada da colab e ele me disse que o melhor horário era ir a tarde.

Como já estava por lá colei na loja meio dia e pouco. Um alívio pois já não tinha mais fila para entrar, apenas aquelas grades que organizam a fila. Entrei na loja e ai começou minha decepção. Comecei a dar uma olhada em tudo, só resto, eu sabia que as coisas se esgotavam rápido mas não imaginei que seria tão assim. Tudo bem estamos falando da loja mais hypada dos caras, lá que tudo acontece, mesmo assim achei bem zuado.

De camiseta não tinha quase nada apenas umas tamanho XXL da colab com o artista Daniel Johnston. Perguntei pro vendedor se tinha tamanho M de um modelo ele disse que ia verificar, do nada o mesmo sai da loja e fica conversando com um amigo dele. Foi o atendimento mais foda-se que eu já vi mas os caras que trabalham lá se acham mesmo.

Da The North Face restou apenas uma calça e uma jaqueta mas o preço não era nada convidativo e ao vivo não achei tão legal. A parte de bonés estava fraca demais, só modelo zuado. Pelo menos tinha um five panel azul marinho que salvava. Peguei dois jogos de camiseta da Hanes, um boné e um chaveiro.

Continuo curtindo a marca e o que fazem mas definitivamente diminuiu minha pira de comprar os produtos deles. Talvez em outra loja a experiência seja diferente.

A galera por lá dá mais atenção a marcas locais, mas como a Sup se tornou algo internacional muita gente prefere lojas e marcas que não estão tão em evidência. Sem contar que poder entrar na loja, escolher tranquilo e saber que você vai achar o que viu é bem melhor do que enfrentar filas enormes e preços absurdos só para ter algo exclusivo.

Por lá o que importa é estar bem vestido e não o valor ou exclusividade de cada peça que você usa. Não podemos generalizar mas no geral senti que a maioria se veste para se sentir bem, diferente daqui onde muita gente quer ostentar.

No próximo post vou falar das lojas do Noho.

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